Revista de Educación,
Motricidad e Investigación
O padel em Portugal: caracterização dos pratican-
tes e motivos de prática
El pádel en Portugal: caracterización de los practicantes y moti-
vos de práctica
Gilberto Pato
Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação, Departamento de Artes,
Humanidades e Desporto, Beja, Portugal; Agrupamento de Escolas Nº2 de Beja – Escola
Secundária D. Manuel I, Departamento de Expressões, Beja, Portugal; SPRINT Sport physical
activity and health research & innovation center - Centro de investigação e inovação em
desporto atividade física e saúde, Portugal):
https://orcid.org/0000-0002-4595-3505
Cristina Conde García
Universidad de Huelva, Facultad de Educación, Psicología y Ciencias del Deporte, Huelva,
España
crisitna.conde@dempc.uhu.es
https://orcid.org/0000-0002-6306-1551
VOL. 23 (2025)
ISSN 2341-1473 pp. 40-66
https://doi.org/10.33776/remo.vi23.8570
Resumen:
El pádel se introdujo en Portugal en los 90 y reciente-
mente revela un fuerte crecimiento de practicantes, clu-
bes y competiciones. Para caracterizar los practicantes
de pádel en Portugal y analizar sus motivos de práctica,
se aplicó un cuestionario sociodemográfico y el Ques-
tionário de Motivação para as Atividades Desportivas a
792 practicantes de pádel, 643 hombres (81,2%) y 149
mujeres (18,8%), con edades entre 11 y 71 años y una
edad media de 38,4 ±10,3 años. Los resultados indican
que el pádel se practica en todo el país y que los practi-
cantes son predominantemente hombres portugueses,
con edades entre 30 y 49 años y con titulaciones acadé-
micas de nivel universitario. La mayoría tiene un tiempo
de práctica entre 6 meses y 3 años, una frecuencia de 1
a 3 veces/semana y un volumen de 2 a 6 horas/semana.
Resultan ser principalmente practicantes sociales, con un
nivel intermedio, que participan en clases/entrenamien-
tos y en partidos/torneos. Los motivos de práctica más
valorados se asocian a los factores motivacionales “Apti-
tud Física, “Desarrollo de Competencias” y “Placer”. Los
menos importantes se asocian al factor motivacional “Es-
tatus”. Los resultados obtenidos revelan relevancia para
clubes, entrenadores, gestores deportivos y responsa-
bles de la toma de decisiones institucionales interesados
en optimizar la promoción y el desarrollo del pádel en
Portugal.
Palabras clave:
Actividad física, deporte, deportes de raqueta, perfil de
los practicantes, motivación para la práctica.
Resumo:
O Padel foi introduzido em Portugal na década de 90 e
nos últimos anos tem revelado um crescimento acentua-
do de praticantes, clubes e competições. Para caracte-
rizar os praticantes de padel em Portugal e analisar os
seus motivos para a prática, foram aplicados um questio-
nário sociodemográfico e o Questionário de Motivação
para as Atividades Desportivas a 792 praticantes de pa-
del, 643 do género masculino (81,2%) e 149 do femini-
no (18,8%), com idades entre os 11 e os 71 anos, com
uma média de idade de 38,4 ±10,3 anos. Os resultados
indicam que o padel é praticado em todo o país e que
os praticantes são predominantemente homens de na-
cionalidade portuguesa, com 30 a 49 anos e com habili-
tações académicas de nível universitário. A maioria apre-
senta um tempo de prática entre os 6 meses e os 3 anos,
com uma frequência de prática de 1 a 3 vezes/semana e
um volume de 2 a 6 horas/semana. Revelam ser princi-
palmente praticantes sociais, com um nível intermédio,
que participam em aulas/treinos e em jogos/torneios. Os
motivos mais valorizados para a prática associam-se aos
fatores motivacionais “Forma Física, “Desenvolvimento
de competências” e “Prazer”. Os menos importantes as-
sociam-se ao fator motivacional “Estatuto”. Os resultados
obtidos revelam relevância para clubes, treinadores, ges-
tores desportivos e decisores institucionais interessados
em otimizar a promoção e o desenvolvimento do padel
em Portugal.
Palavras-chave:
Atividade física, desporto, desportos de raquete, perfil
dos praticantes, motivação para a prática.
O padel em Portugal: caracterização dos pra-
ticantes e motivos de prática
El pádel en Portugal: caracterización de los prac-
ticantes y motivos de práctica
Gilberto Pato
Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação,
Departamento de Artes, Humanidades e Desporto, Beja, Portugal;
Agrupamento de Escolas Nº2 de Beja – Escola Secundária D. Manuel
I, Departamento de Expressões, Beja, Portugal; SPRINT Sport
physical activity and health research & innovation center - Centro
de investigação e inovação em desporto atividade física e saúde,
Portugal):
https://orcid.org/0000-0002-4595-3505
Cristina Conde García
Universidad de Huelva, Facultad de Educación, Psicología y Ciencias
del Deporte, Huelva, España
crisitna.conde@dempc.uhu.es
https://orcid.org/0000-0002-6306-1551
Fecha de aceptación: 30 de diciembre de 2024Fecha de recepción: 5 de diciembre de 2024
https://doi.org/10.33776/remo.vi23.8570
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Introdução A investigação que se apresenta aborda o padel no contexto português e justifica-se pelo surpreen-
dente crescimento que tem sido apontado a esta modalidade, nos seus diferentes contextos de
prática (social, federado e escolar), durante os últimos anos.
Este desporto foi importado de Espanha no início dos anos 90, mas só a partir de 2008, em resul-
tado da organização do Campeonato da Europa em Portugal, é que se começou a verificar um real
desenvolvimento do padel no país (Federação Portuguesa de Padel [FPP], 2021c).
O aumento da popularidade do padel despertou o interesse da comunicação social portuguesa
(Andrade, 2021; Caçador, 2019; Castro Ribeiro et al., 2015; Cofina Media, 2021; Gomes, 2019; Lusa,
2017; Notícias Magazine, 2014; Observador Lab, 2021; Pereira, 2018; Pinto, 2021), que frequente-
mente justifica a crescente participação neste desporto, com as características que lhe são atribuí-
das por quem o pratica: “divertido”, “viciante”, “fácil de aprender, “social”, “todos o podem praticar.
Consideramos que, no atual ponto de evolução da modalidade no país, efetuar a caracterização dos
praticantes é crucial para dar continuidade ao desenvolvimento do padel em Portugal, já que aporta
informação importante tanto a um nível operacional, pois é relevante para a atividade de treinado-
res e clubes, como a nível institucional, ao contribuir para fundamentar a definição de políticas de
desenvolvimento e para melhorar a gestão dos recursos disponíveis (Gómez-Chacón et al., 2018;
Herrero-González, 2011; Muñoz Hinrichsen et al., 2021; Sánchez-Alcaraz, 2014).
Por outro lado, aceita-se que os fatores situacionais e contextuais são bastante influentes na motiva-
ção para a prática desportiva, pois o contexto em que os praticantes se inserem condiciona os seus
motivos para a prática (Carvalho et al., 2020; Muñoz et al., 2016; Serrano et al., 2019; Yamaji et al.,
2015). Assim, é fundamental conhecer estes fatores, bem como os motivos apresentados para pra-
ticar padel, já que estes são a base da motivação e são elementos essenciais para iniciar e manter a
atividade (Martins et al., 2019; Moreno et al., 2006).
Apesar de existirem diversos estudos realizados em Portugal que objetivam conhecer e relacionar
as características dos desportistas, como género, idade ou contexto de prática, com os motivos que
apresentam para a prática desportiva, não se encontrou nenhum publicado que contemple prati-
cantes de padel. À data da revisão efetuada sobre as publicações existentes no âmbito do padel
português, encontrámos 13 referências onde predominam as investigações na área socioeconómi-
ca/gestão (Cavero, 2021; Caleiras, 2017; Martínez, 2014; Melro, 2023; Moreira, 2021; Silva, 2020)
e na área da fisiologia (Borrego, 2022; Manteigas, 2021; Muñoz et al., 2022; Parraça et al., 2021;
Rocha, 2019). Também se identificou um estudo realizado na área da psicologia (Marques, 2019) e
outro na área da análise do rendimento (Mendes, 2022).
Perante a verificada ausência de investigações centradas nas características dos praticantes e/ou
nos motivos apresentados para a prática deste desporto em Portugal, parece-nos importante ana-
lisar a produção científica realizada no contexto espanhol, em virtude da proximidade geográfica,
cultural e social, e do facto desta modalidade ser praticada há mais tempo em Espanha, já que foi
introduzida cerca de 20 anos antes que em Portugal (Castaño, 2009; Sánchez-Alcaraz, 2013), encon-
trando-se numa fase mais avançada de desenvolvimento, o que também contribuiu para o aumento
do seu estudo (Cayetano et al., 2020; Ruiz, 2009).
https://doi.org/10.33776/remo.vi23.8570
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Tal pode ser comprovado através da análise de alguns trabalhos de revisão sistemática, como o que
considerou os estudos realizados no contexto do padel espanhol, publicados entre 2000 e 2015,
que catalogou 53 referências distribuídas por sete áreas temáticas (Villena-Serrano et al., 2016); ou
o que procurou identificar e analisar os estudos publicados em Espanha entre 2010 e 2021, que
resultou na identificação de 121 artigos catalogados de acordo com 11 áreas de estudo, no qual se
concluiu também que, a partir de 2013/2014, o número de publicações/ano aumentou progressiva-
mente, até estabilizar a partir de 2017 (Sánchez-Alcaraz et al., 2022).
Entre a produção científica realizada no contexto do padel espanhol, encontramos alguns trabalhos
que fornecem dados relevantes para a prossecução do objetivo do nosso estudo. Entre eles está
o que analisa a evolução e crescimento do padel em Espanha, que procura também determinar o
perfil dos jogadores de padel e as razões que apresentam para o início e manutenção da prática
desta modalidade (Lasaga-Rodríguez, 2011). Salientamos também o estudo de abrangência nacio-
nal que utilizou os dados dos inquéritos aos hábitos desportivos de Espanha e dos relatórios da
Federação Espanhola de Padel de 2000 a 2015, com o objetivo de analisar a evolução do número
de praticantes de padel em Espanha e determinar um perfil para o jogador espanhol, de acordo
com as variáveis idade e género (Courel-Ibáñez et al., 2017). Por último, considerámos ainda três
estudos sobre a motivação para a prática do padel, um sobre as variáveis psicológicas associadas à
prática competitiva (Casals et al., 2017) e dois sobre os motivos para a prática. Destes, um procura
estudar as razões para a prática do padel em relação às variáveis idade, nível de jogo e género (Sá-
nchez-Alcaraz et al., 2018), enquanto o outro incide sobre a relação entre os motivos da participação
desportiva e a satisfação intrínseca dos jogadores de padel (Cayetano et al., 2020).
Pelo exposto até ao momento, justifica-se que, para além de conhecer as características sociodemo-
gráficas e de prática dos jogadores de padel em Portugal, seja também relevante conhecer os di-
ferentes motivos que os levam a aderir a esta modalidade. Saber não só quantos são, mas também
quem são, que características de prática apresentam e que motivos os levam a jogar padel, não só
será muito útil na tomada de decisões inerentes ao processo de treino e competição, mas também
para a definição de estratégias e ações de promoção e recrutamento no âmbito da modalidade
(Castillo et al., 2000; Januário et al., 2012).
Assim, esta investigação pretende analisar o desenvolvimento do padel em Portugal e identificar o
perfil dos praticantes no país, de acordo com as suas características sociodemográficas e de prática,
considerando ainda os motivos que os levam a praticar este desporto.
Este estudo é uma investigação empírica, não experimental, de caráter descritivo e metodologia
seletiva (Ato et al., 2013). A análise ao desenvolvimento do padel em Portugal realizou-se mediante
levantamento, consulta e análise de informação institucional (Relatórios da FPP), enquanto, para de-
terminar o perfil dos praticantes, foram aplicados dois instrumentos diferentes, um para recolha de
informações sociodemográficas e sobre as características da prática realizada, e o outro, destinado
a conhecer os motivos apresentados para a sua participação na modalidade.
Metodologia
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A presente investigação contou com uma amostra aleatória de 792 praticantes de padel, 643 do
género masculino (81,2%) e 149 do feminino (18,8%), com idades compreendidas entre os 11 e
os 71 anos e com uma média de idade igual a 38,4 ±10,3 anos. Todos são residentes em Portugal
Continental ou nas Regiões Autónomas (Arquipélagos da Madeira e dos Açores), de acordo com a
distribuição que se apresenta na Figura 1.
Destaca-se que os praticantes da amostra residentes em Portugal Continental pertencem a 15 dos
18 distritos existentes. Os distritos de Castelo Branco, Guarda e Bragança, não se encontram repre-
sentados entre os praticantes que constituíram a amostra utilizada neste estudo.
Considerando os objetivos definidos para este estudo, foram selecionados dois instrumentos para
a coleta de dados:
Questionário sociodemográfico, para a recolha das informações necessárias à caracterização do
perfil geral dos praticantes de padel em Portugal (nacionalidade, género, idade, residência e ha-
bilitações académicas) e também para caracterizar o seu perfil de prática (tempo de prática na
modalidade, tipo de prática, posse de licença federativa, nível de jogo, tipologia de participação
competitiva, frequência e volume semanal de prática;
Participantes
Instrumentos
Figura 1. Distrito ou região autónoma de residência dos praticantes de padel que constituem a amostra
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Questionário de Motivação para as Atividades Desportivas (Q.M.A.D), versão traduzida e adap-
tada para português por Frías & Serpa (1991), a partir do Participation Motivation Questionnaire
(P.M.Q.) desenvolvido por Gill et al. (1983). Este questionário está validado e tem sido amplamen-
te utilizado em estudos realizados em Portugal sobre os motivos de prática em diferentes despor-
tos. Contém 30 itens e cada um deles corresponde a um motivo para a participação em atividades
desportivas. Apresenta una escala tipo Likert que varia de 1 a 5 (1 = Nada Importante; 2 = Pouco
Importante; 3 = Importante; 4 = Muito Importante; 5 = Totalmente Importante). É composto por 8
fatores motivacionais (Fonseca & Maia, 2001): “Estatuto” - motivos relativos à tentativa de adquirir
ou manter um determinado estatuto perante os outros (ex. Eu pratico padel para ser reconheci-
do e ter prestígio); “Emoções” - motivos que implicam a experiencia de emoções (ex. Eu pratico
padel para ter emoções fortes); “Prazer” - motivos relacionados com a experimentação de prazer
(ex. Eu pratico padel por divertimento); “Competição” - motivos associados à prática competitiva
(ex. Eu pratico padel para entrar em competição); “Forma física” - motivos relacionados com a in-
tenção de adquirir ou manter uma boa condição ou forma física (ex. Eu pratico padel para manter
a forma); “Desenvolvimento técnico” - motivos que se relacionam com a tentativa de melhorar o
nível técnico (ex. Eu pratico padel para melhorar as capacidades técnicas); “Afiliação geral” - moti-
vos que geralmente envolvem a relação com outras pessoas (ex. Eu pratico padel para estar com
os amigos); “Afiliação específica” - motivos relacionados com as relações geradas dentro da gru-
po/equipa, com a família ou com os treinadores (ex. Eu pratico padel para trabalhar em equipa).
Para fundamentação da análise ao desenvolvimento do padel em Portugal procedeu-se à compila-
ção dos Relatórios e Contas da FPP, produzidos para os anos de 2013 a 2023, e dos Relatórios Finais
do Programa de Desenvolvimento do Padel Escolar, referentes aos anos de 2017 a 2023.
Para conhecer as características dos praticantes e os motivos para a prática, procedeu-se à trans-
posição dos dois instrumentos para um questionário online. O link que lhe dava acesso foi enviado
para os clubes indicados na base de dados disponível na página web da FPP, acompanhado da
solicitação para que o disponibilizassem aos seus praticantes.
A solicitação de colaboração enviada incluiu informação sobre os objetivos do estudo e sobre o
carácter voluntário e anónimo da participação, com a garantia de salvaguarda da confidencialidade
dos dados recolhidos. Também informava sobre a idade mínima para participar no estudo e indica-
va que os praticantes menores de idade necessitariam de supervisão do encarregado de educação/
tutor durante a realização do questionário.
Realizou-se uma análise descritiva que, para análise ao desenvolvimento do padel, recorreu ao cál-
culo da frequência verificada entre os principais intervenientes na modalidade, enquanto, para co-
nhecer as principais características reveladas pelos praticantes da amostra em estudo, calculou-se a
frequência, a percentagem, a média e o desvio padrão, para cada uma das categorias das variáveis
consideradas. Para análise dos dados recolhidos utilizou-se o software IBM® SPSS® Statistics (versão
28.0.0.0 para Windows).
Procedimentos
Análise estatística
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Relativamente ao desenvolvimento do padel em Portugal, os dados recolhidos junto das federa-
ções que até à data tutelaram este desporto indicam que, em 2012, existiam entre 3 000 e 5 000
praticantes e cerca de 80 campos no país (Federação Portuguesa de Ténis [FPT], 2013), enquanto
em 2021 estimava-se que já existissem 100 000 praticantes e mais de 550 campos (FPP, 2021c).
Embora não tenhamos encontrado dados estatísticos detalhados sobre o género dos praticantes
de padel em Portugal, o Relatório e Contas da FPP de 2021 refere que, no padel social, o género fe-
minino revelava valores de participação semelhantes ao masculino (FPP, 2022a), estimando-se uma
representação de 46%, enquanto nos torneios oficiais a diferença de participação entre géneros
acentuava-se, registando-se apenas 11% de participação feminina (Morgado, 2021).
A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos sobre a evolução do número de clubes, jogadores fede-
rados treinadores e juízes-árbitro de padel, que resultaram da contabilização das licenças emitidas
pela FPP nos seus Relatórios e Contas da última década (FPP, 2015a, 2015b, 2016, 2017a, 2018a,
2019a, 2020a, 2021a, 2022a, 2023a, 2024).
TABELA 1
Clubes, praticantes federados, treinadores e juízes-árbitro de padel em Portugal (2013-2023)
Ano Clubes (c/ licença ativa) Praticantes Federados Treinadores Juízes-árbitro
n n n n
2013 18 (18) 524 53 14
2014 28 (28) 1023 67 19
2015 44 (44) 2348 97 28
2016 53 (53) 2980 112 40
2017 100 (100) 4500 136 60
2018 125 (125) 6000 126 75
2019 144 (144) 8500 157 88
2020 196 (152) 4870 84 56
2021 238 (193) 6805 111 55
2022 286 (229) 9122 132 69
2023 327 (250) 11744 174 74
Observa-se um aumento generalizado de todas as licenças emitidas pela FPP, contudo, excetuando
as relativas aos clubes que cresceram sempre, verifica-se que as licenças de jogador, treinador e
juiz-árbitro, registaram uma quebra em 2020, da qual foram recuperando.
No contexto escolar, apresentam-se os resultados do Programa de Desenvolvimento do Padel Esco-
lar da Direção-Geral da Educação e da FPP. A Tabela 2 mostra os resultados de dois dos sete eixos
que o constituem, Formação de Professores e Grupos-Equipa/Alunos em prática sistemática (FPP,
2017b, 2018b, 2019b, 2020b, 2021b, 2022b, 2023b).
Resultados
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Nos outros eixos verificámos que 32 463 alunos participaram em ações de sensibilização/visitas aos
clubes, 18 477 em grandes eventos e 471 nas formações “Padel Escolar Adaptado”, acrescentan-
do-se, desde a sua implementação em 2021, 974 inscrições na Liga de Padel para professores e 31
escolas inscritas no concurso “Joga Padel com Ética”.
TABELA 2
Evolução do Programa do Padel Escolar em Portugal (2017-2023)
Ano Formações Professores Professores Formados Grupos-Equipa Alunos-Praticantes
n n n n
2017 9 270 - -
2018 12 354 - -
2019 12 454 35 715
2020 6 167 56 1217
2021 12 347 86 1959
2022 13 354 91 1897
2023 14 423 122 3241
No que respeita às características sociodemográficas apresentadas pelos praticantes da amostra,
resumem-se na Tabela 3 os resultados obtidos para as 14 categorias propostas para as 4 variáveis
consideradas nesta análise, as quais consideram o género, a nacionalidade, a idade e as habilita-
ções académicas dos praticantes.
TABELA 3
Resumo dos resultados obtidos sobre as características sociodemográficas dos praticantes da amostra
CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS n = 792 %
Género
Masculino 643 81,19
Feminino 149 18,81
Nacionalidade
Portuguesa 783 98,86
Outras 9 1,14
Idade
11 - 17 anos 17 2,15
18 - 29 anos 147 18,56
30 - 39 anos 250 31,57
40 - 49 anos 277 34,97
50 - 59 anos 81 10,23
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CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS n = 792 %
60 - 69 anos 17 2,15
+70 anos 3 0,38
Habilitações académicas
Ensino básico 25 3,16
Ensino secundário 184 23,23
Ensino universitário 583 73,61
Os resultados obtidos revelaram uma predominância de praticantes do género masculino (81,2%)
e de nacionalidade portuguesa, categoria que recolhe 98,9% das respostas, sendo 80,4% de prati-
cantes masculinos e 18,4% de praticantes femininas.
Os restantes praticantes que participaram no estudo indicaram 7 nacionalidades diferentes, nomea-
damente, brasileira, espanhola, chilena, francesa, húngara, italiana e russa.
As faixas etárias mais representativas entre os praticantes que participaram no estudo, foram a de 40
a 49 anos (35,0%) e a de 30 a 39 anos (31,6%). Estas duas categorias englobam cerca de dois terços
dos praticantes da amostra. A faixa etária com menor representatividade foi a dos 70 ou mais anos
de idade (0,4%).
Uma análise à idade dos praticantes em função do género (Tabela 4), permite observar que as faixa
etárias mais representativas foram as mesmas que se verificaram para a generalidade da amostra,
mantendo as principais categorias a mesma ordem de relevância.
TABELA 4
Distribuição dos praticantes da amostra de acordo com o género e idade.
Faixa etária Masculino Feminino
n % n %
11 - 17 anos 11 1,39 6 0,76
18 - 29 anos 133 16,79 14 1,77
30 - 39 anos 204 25,76 46 5,81
40 - 49 anos 210 26,52 67 8,46
50 - 59 anos 68 8,59 13 1,64
60 - 69 anos 14 1,77 3 0,38
70+ anos 3 0,38 0 0
Relativamente às habilitações académicas, verifica-se que a maior representatividade pertenceu aos
praticantes que possuem habilitações de nível universitário (73,6%). Os resultados para esta variável
indicaram também que a categoria com menor frequência de resposta foi a dos praticantes que
detêm habilitações ao nível do Ensino Básico (3,2%).
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A distribuição por género das habilitações académicas indicadas pelos praticantes pode observar-
-se na Tabela 5, onde se verificou que as categorias definidas mantiveram a ordem de importância
que apresentaram para a totalidade da amostra.
TABELA 5
Habilitações académicas dos praticantes da amostra em função do género
Habilitações académicas Masculino Feminino
n % n %
Ensino básico 22 2,78 3 0,38
Ensino secundário 159 20,08 25 3,16
Ensino universitário 462 58,33 121 15,28
Na Tabela 6 apresenta-se o resumo dos resultados obtidos para as 29 categorias consideradas nas
7 variáveis propostas para a análise das características da prática desenvolvida pelos praticantes
que constituíram a amostra. As variáveis utilizadas consideraram o tempo de prática na modalidade,
a tipologia de prática apresentada, a posse de licença da FPP, a representatividade dos diferentes
níveis de jogo, a tipologia de participação competitiva revelada, a frequência semanal de prática e
também o volume de prática acumulado semanalmente.
TABELA 6
Resumo dos resultados obtidos sobre as características de prática apresentada pela amostra
CARACTERÍSTICAS DE PRÁTICA n = 792 %
Tempo de prática
Menos de 6 meses 17 2,15
Entre 6 meses e 1 ano 223 28,16
Entre 1 e 2 anos 160 20,20
Entre 2 e 3 anos 148 18,69
Entre 3 e 4 anos 100 12,63
Entre 4 e 5 anos 53 6,69
Mais de 5 anos 91 11,49
Tipo de prática
Só participa em encontros/torneios 239 30,18
Só participa em aulas/treinos 76 9,60
Participa em encontros/torneios e em aulas/treinos 477 60,23
Licença de jogador
Não federado 467 58,96
Federado 325 41,04
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CARACTERÍSTICAS DE PRÁTICA n = 792 %
Nível de jogo
Avançado - Níveis 1 e 2 41 5,18
Intermedio - Níveis 3 e 4 589 74,37
Iniciação - Nível 5 106 13,38
Não sabe / Não responde 56 7,07
Participação em competições
Apenas jogam informalmente 169 21,34
Em 1 tipo de torneios 374 47,22
Em 2 tipos de torneios 134 16,92
Em 3 tipos de torneios 89 11,24
Em 4 tipos de torneios 26 3,28
Frequência semanal de prática
1 a 3 vezes 564 71,21
3 a 5 vezes 207 26,14
5 a 7 vezes 21 2,65
Volume semanal de prática
Entre 1h a 2h 81 10,23
Entre 2h a 4h 270 34,09
Entre 4h a 6h 264 33,33
Entre 6h a 8h 126 15,91
Mais de 8h 51 6,44
Seguidamente, procurou-se definir o perfil de prática da amostra a partir das características da prá-
tica que revelam maior ou menor representatividade.
Em relação ao tempo de prática, a categoria que considera uma antiguidade na prática do padel
entre 6 meses e 1 ano foi a mais representativa (28,2%), seguida da que assinala entre 1 e 2 anos de
prática (20,2%). A categoria com menor frequência de resposta foi a que indica um tempo de prática
inferior a 6 meses (2,2%).
Na Tabela 7 apresentam-se os resultados obtidos para esta variável em função do género dos pra-
ticantes. Uma vez mais se comprovou que, em ambos géneros, as categorias com maior frequência
coincidiram com as que se observaram para a globalidade da amostra.
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[ 51 ]
TABELA 7
Tempo de prática em função do género
Tempo de prática Masculino Feminino
n % n %
Menos de 6 meses 11 1,39 6 0,76
6 meses a 1 ano 185 23,36 38 4,80
Entre 1 e 2 anos 127 16,04 33 4,17
Entre 2 e 3 anos 120 15,15 28 3,54
Entre 3 e 4 anos 80 10,10 20 2,53
Entre 4 e 5 anos 43 5,43 10 1,26
Mais de 5 anos 77 9,72 14 1,77
Sobre o tipo de prática revelado pela amostra em estudo, observou-se que 60,2% dos praticantes
tinham aulas/treinos e participavam em encontros/torneios e que 30,2% só participavam em encon-
tros/torneios.
O tipo de prática em função do género apresenta-se na Tabela 8. Nesta variável verificou-se que a
categoria com maior frequência de resposta, em ambos géneros, foi a dos praticantes que realiza-
vam aulas/treinos e participavam simultaneamente em encontros/torneios, 44,8% do género mas-
culino e 15,4% do feminino. No entanto, a segunda categoria com a percentagem mais alta no gé-
nero masculino foi a dos que só participam em encontros/torneios (29,3%), enquanto no feminino,
foi a que se refere às praticantes que só realizam aulas/treinos (2,5%).
TABELA 8
Tipo de prática em função do género
Tipo de prática Masculino Feminino
n%n%
Só participa em encontros/torneios 232 29,29 7 0,88
Só participa em aulas/treinos 56 7,07 20 2,53
Participa em aulas/treinos e em encontros/torneios 355 44,82 122 15,40
Com respeito à posse de licença federativa, os resultados indicaram que a maioria dos praticantes
(59,0%) não estavam federados na FPP.
Na análise das respostas sobre a posse de licença federativa em função do género, que se pode
observar na Tabela 9, verifica-se que a tendência anterior inverte-se no género feminino.
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[ 52 ]
TABELA 9
Jogadores federados em função do género
Licença FPP Masculino Feminino
n % n %
Não federados 395 49,87 72 9,09
Federados 248 31,31 77 9,72
Ao observar os resultados relativos ao nível de jogo, encontramos uma maior representatividade
dos praticantes que indicaram ser nível 4 (42,3%), seguindo-se os que indicaram ser nível 3 (32,1%).
Os menos representativos foram os que assinalarão se nível 1 (0,4%).
As respostas obtidas revelaram que a maioria da amostra (74,4%), situava-se na categoria que con-
sidera um nível de jogo intermédio, que engloba os níveis 3 e 4. A categoria menos representativa
pertenceu aos que indicaram o nível avançado, níveis 1 e 2 (5,2%).
Atendendo ao género dos praticantes para a análise desta variável (Tabela 10), verifica-se que a
ordem das categorias não se altera relativamente à globalidade da amostra, verificando-se a predo-
minância de praticantes com um nível intermédio (níveis 3 e 4).
TABELA 10
Nível de jogo em função do género
Nível de jogo Masculino Feminino
n % n %
Avançado (Nível 1/2) 30 3,79 11 1,39
Intermédio (Nível 3/4) 501 63,26 88 11,11
Iniciação (Nível 5) 69 8,71 37 4,67
Não sabe / Não responde 43 5,43 13 1,64
Ao considerar os dados sobre a participação em competições, verificou-se que 78,7% dos pratican-
tes competiam formalmente, enquanto 21,3% não costumavam participar de competições formais.
A categoria menos indicada foi a que considerava a participação em 4 tipos diferentes de compe-
tições (3,3%).
Em relação ao tipo de competições que realizam, 47,2% indicam apenas um tipo de torneios. Entre
os praticantes que se enquadravam nesta categoria, sobressaiam os que elegiam principalmente
os torneios sociais dos clubes para competir (44,8%). Os torneios sociais dos clubes também foram
uma das competições maioritariamente eleita pelos que competem em 2 tipos de torneios, que
indicaram associá-los principalmente à participação na Liga de Clubes FPP (11,0%). Entre os que
participavam em 3 tipos de competições, a maioria também assinalou a participação nos torneios
https://doi.org/10.33776/remo.vi23.8570
[ 53 ]
sociais dos clubes e na Liga de Clubes FPP, aos quais adicionavam principalmente a participação
em torneios do Circuito Absoluto FPP (8,2%). Os que indicaram participar em 4 tipos de torneios,
também assinalaram principalmente os torneios sociais dos clubes, o Circuito Absoluto FPP e a Liga
de Clubes FPP, verificando-se que a maioria destes praticantes, associa a estes a participação no
Circuito Veterano FPP (2,9%).
Ao analisar os dados obtidos sobre a participação em competições em ordem de género (Tabela
11), observa-se que, em ambos os sexos, a categoria com maior frequência de respostas foi a que
considerava a participação em apenas 1 tipo de torneios, representando o género masculino 38,9%
da amostra e o feminino 8,3%. Contudo, a segunda categoria com mais respostas pertenceu, no
género masculino, àqueles que não competem (17,8%), enquanto, no género feminino, a categoria
que apresentou a segunda maior frequência de respostas, foi a que considera a participação em 2
tipos de torneios/competições diferentes (4,3%).
TABELA 11
Participação competitiva em função do género
Participação em competições Masculino Feminino
n % n %
Não compete 141 17,80 28 3,54
Em 1 tipo de torneios 308 38,89 66 8,33
Em 2 tipos de torneios 100 12,63 34 4,29
Em 3 tipos de torneios 74 9,34 15 1,89
Em 4 tipos de torneios 20 2,53 6 0,76
No geral, a frequência de prática mais referida foi 1 a 3 vezes/semana (71,2%), sendo a de 5 a 7 ve-
zes/semana a menos verificada (2,7%).
A análise em função do género revela que a ordem de importância das categorias permaneceu
inalterada face ao total da amostra (Tabela 12).
TABELA 12
Frequência semanal de prática em função do género
Frequência de prática Masculino Feminino
n % n %
1 a 3 vezes/semana 459 57,95 105 13,26
3 a 5 vezes/semana 165 20,83 42 5,30
5 a 7 vezes/semana 19 2,40 2 0,25
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[ 54 ]
Em relação ao volume semanal de prática, sobressai que 34,1% praticam padel entre 2 e 4 horas se-
manais, opção mais frequentemente selecionada, seguindo-se os que praticam 4h a 6h por semana
(33,3%). A categoria menos indicada é a de uma prática superior a 8h/semana (6,5%).
Podemos constatar na Tabela 13 que, no género masculino, as categorias com maior frequência de
respostas foram 2h a 4h e 4h a 6h semanais, representando cada uma 27,2% da amostra, enquanto
no género feminino, a categoria 2h a 4h semanais, foi a que obteve a frequência de resposta mais
elevada (6,8%), seguida da categoria 4h a 6h semanais (6,1%). Em ambos os géneros a categoria
menos assinalada foi a que indica uma prática semanal superior a 8h, representando o género mas-
culino e feminino, respetivamente, 5,2% e 1,3% da amostra.
TABELA 13
Volume semanal de prática em função género
Volume de prática Masculino Feminino
n % n %
Entre 1 e 2 h/semana 61 7,70 20 2,53
Entre 2 e 4 h/semana 216 27,27 54 6,82
Entre 4 e 6 h/semana 216 27,27 48 6,06
Entre 6 e 8 h/semana 109 13,76 17 2,15
Mais de 8 h/semana 41 5,18 10 1,26
Relativamente aos motivos para a prática do padel, identificam-se na Tabela 14 os 8 fatores motiva-
cionais considerados e os 30 itens que os constituem e que representam diferentes motivos para a
prática (Fonseca & Maia, 2001). Apresenta-se também a pontuação média obtida e cálculo do res-
petivo desvio padrão em cada fator.
TABELA 14
Fatores motivacionais, itens, pontuação média e desvio padrão
Fator Itens Média DP
Estatuto 3, 5, 12, 14, 19, 21, 25, 28 2,02 0,68
Emoções 4, 7, 13 3,28 0,88
Prazer 16, 29, 30 3,30 0,86
Competição 20, 26 2,88 1,05
Forma física 6, 15, 17, 24 3,73 0,82
Desenvolvimento de competências 1, 10, 23 3,39 0,90
Afiliação geral 2, 11, 22 2,98 0,81
Afiliação específica 8, 9, 18, 27 2,66 0,78
https://doi.org/10.33776/remo.vi23.8570
[ 55 ]
Os motivos de prática que apresentam uma pontuação média mais alta, foram os que se relacio-
navam com o fator motivacional “Forma física” (3,73 ±0,82), constituindo-se como os de maior im-
portância para os praticantes da amostra. As seguintes pontuações médias mais altas foram obtidas
para os motivos associados aos fatores motivacionais “Desenvolvimento de competências” (3,39
±0,90), “Prazer” (3,30 ±0,86) e “Emoções” (3,28 ±0,88).
Em contraposição, o fator motivacional que obteve a pontuação média mais baixa foi “Estatuto”
(2,02 ±0,68), considerando os praticantes da amostra que os motivos associados a este fator são os
que assumem menor importância para praticarem padel.
Como se pode comprovar na Tabela 15, que apresenta os resultados obtidos para os motivos de
prática em ordem ao género, o fator motivacional que obteve uma pontuação média superior em
ambos os géneros, foi “Forma física”, com uma pontuação média dos itens igual a 3,72 ±1,02 no gé-
nero masculino e a 3,77 ±0,98 no feminino. Seguiu-se o fator “Desenvolvimento de competências”,
com uma pontuação média de 3,38 ±1,11 no género masculino e de 3,47 ±1,05 no feminino. Para
o género masculino, verifica-se que, com a terceira pontuação média mais elevada, surge o fator
“Prazer” (3,30 ±1,15), enquanto para o feminino, constatou-se ser o fator “Emoções” (3,41 ±1,03).
O fator motivacional com pontuação média mais baixa foi semelhante em ambos os géneros e o
mesmo que se obteve para a totalidade da amostra, concretamente aquele que representa os moti-
vos associados ao “Estatuto”, com uma pontuação média de 2,02 ±1,00 no género masculino e 2,01
±0,90 no feminino.
TABELA 15
Fatores motivacionais, itens, pontuação média e desvio padrão, por género
Motivo Masculino Feminino
Média DP Média DP
Estatuto 2,02 1,00 2,01 0,90
Emoções 3,26 1,09 3,41 1,03
Prazer 3,30 1,15 3,33 1,12
Competição 2,87 1,24 2,93 1,13
Forma física 3,72 1,02 3,77 0,98
Desenvolvimento de competências 3,38 1,11 3,47 1,05
Afiliação geral 2,97 1,06 3,02 1,05
Afiliação específica 2,62 1,06 2,85 1,08
Em síntese, os motivos de prática mais valorizados foram os associados aos fatores motivacionais
“Forma Física, “Desenvolvimento de Competências”, “Emoções” e “Prazer, enquanto os considera-
dos de menor importância foram os enquadrados no fator “Estatuto”.
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[ 56 ]
O objetivo desta investigação passou por analisar o desenvolvimento do padel em Portugal e co-
nhecer o perfil dos praticantes, considerando as suas características gerais, as características da sua
prática e os motivos que os levam a praticar esta modalidade.
Globalmente, as características atribuídas ao padel pelos praticantes em Portugal e noutros países
são similares e ajudam a compreender a adesão a este desporto. Estas características incluem o
carácter lúdico, social e inclusivo da modalidade, o facto de ser praticada em equipa, de ser fácil
aprender e de proporcionar prazer a quem o pratica (Courel-Ibáñez et al., 2017; Ruiz, 2009).
Os dados recolhidos sobre a evolução do padel em Portugal confirmam o crescimento exponencial
que lhe tem sido apontado nos últimos anos, independentemente do contexto de prática conside-
rado (social, federado ou escolar). Verificou-se um aumento considerável do número de campos e
de clubes, o que aponta para uma elevada procura deste desporto pela população.
O aumento do total de praticantes em Portugal reflete, principalmente, o crescimento dos prati-
cantes sociais, uma vez que estes são mais representativos no país (Morgado, 2021). Não obstante,
também se verifica o contributo dado pelo aumento dos praticantes federados e dos que desen-
volviam a sua prática no Desporto Escolar, impulsionados pelo Programa de Desenvolvimento do
Padel Escolar, que em muito contribuiu para a divulgação do padel junto dos jovens portugueses.
Contudo ressalva-se que, com exceção dos clubes, no ano de 2020 registou-se, comparativamente
ao ano anterior, uma redução no número de praticantes e de outros intervenientes federados na
FPP (FPP, 2020a, 2021a), o que, provavelmente, foi consequência da pandemia Covid-19, já que
nesse ano foram decretados confinamentos gerais da população e impostas restrições aos contac-
tos sociais e à prática desportiva, estando inclusive os clubes de padel encerrados durante algum
tempo. As limitações impostas à prática desportiva obrigaram ao cancelamento de torneios oficiais
em 2020, ficando consideravelmente reduzida a oferta competitiva de índole federativa e, conse-
quentemente, os benefícios de ser federado também diminuíram. Se adicionalmente considerar-
mos o custo associado à filiação na FPP, é possível que, pelos condicionamentos impostos, os inter-
venientes federados no ano de 2019 decidissem aguardar e não renovar as suas licenças em 2020
e que, novos interessados em filiar-se na FPP, tenham também optado por aguardar pela reabertura
generalizada das provas oficiais para o fazerem.
Esta justificação para a diminuição do número de federados registada em 2020, também é apoiada
pelo facto de, nesse mesmo ano, ter continuado o crescimento do número de clubes, pelo que se
infere que, de acordo com a lógica de mercado (lei da oferta e da procura), continuou a existir um
elevado interesse pela prática desta modalidade, o que associado ao facto de, nos anos seguintes,
o número de federados ter voltado novamente a aumentar, parece indicar que a mencionada dimi-
nuição foi, provavelmente, consequência das restrições impostas pelo governo português em virtu-
de da situação pandémica, não apontando assim para uma redução do número total de praticantes
de padel em Portugal, durante esse período. Também os números do padel escolar apontam nesse
sentido, já que não se verificou em 2020 qualquer quebra no número de alunos-praticantes ou de
grupos-equipa, pelo contrário, foram, respetivamente, mais 502 e 21 que no ano anterior.
Discussão
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[ 57 ]
A carência de investigações no contexto português com objetivos similares aos propostos neste tra-
balho, remeteu-nos para a necessidade de tornar a nossa recolha de informação mais abrangente,
de modo a poder estabelecer alguns referenciais. Neste sentido, uma análise aos dados publicados
sobre a realidade espanhola indicou que, em 2015, já se estimavam quatro milhões de praticantes,
o que representava 9% da população, um aumento de três milhões desde 2010, que tornou o padel
num dos desportos mais praticados em Espanha (Courel-Ibáñez et al., 2017; Villena-Serrano et al.,
2016). O aumento dos praticantes de padel em Espanha, também foi acompanhado pelo aumento
dos praticantes federados e dos clubes (Gómez-Chacón et al., 2018; Lasaga-Rodríguez, 2011; Ville-
na-Serrano et al., 2016). Segundo os dados disponíveis, em 1988 a Federação Espanhola de Padel
tinha apenas 422 jogadores inscritos, no ano 2000 eram já 6 143, chegando a 39 914 em 2012, a 56
106 em 2015 e a 58 324 em 2016. Por sua vez, os clubes filiados, que eram 23 em 1988, passaram
para 120 no ano 2000, para 140 em 2002 e para 1 131 em 2016.
Os dados disponíveis sobre o padel português sugerem que, o ritmo de crescimento que tem reve-
lado nos últimos anos é um acontecimento que teve paralelismo prévio em Espanha, já que ambos
os países vivenciaram um exponencial aumento do número de praticantes num curto espaço de
tempo (Gómez-Chacón et al., 2018; Lasaga-Rodríguez, 2011; Ruiz, 2009; Sanchéz-Alcaraz, 2013).
No que concerne à análise dos resultados obtidos para as características gerais e de prática dos
praticantes de padel em Portugal, a amostra que se estabeleceu para este estudo indica que, con-
trariamente ao que acontecia aquando da sua introdução no país, a prática do padel já se encontra
disseminada, uma vez que se registaram respostas de praticantes em 15 dos 18 distritos de Portugal
Continental e também das duas Regiões Autónomas.
Observou-se ainda que a grande maioria dos praticantes são portugueses, ao invés do que sucedia
nos anos 90, quando o padel era quase exclusivamente praticado pela comunidade espanhola re-
sidente na zona de Lisboa (FPP, 2021c).
A nossa amostra revelou uma predominância do género masculino, verificando-se que o géne-
ro feminino representava aproximadamente um em cada cinco praticantes. Segundo indicavam as
informações disponíveis sobre os praticantes de padel em Portugal à data desta investigação, no
padel social os praticantes masculinos representavam 54% e os femininos 46% (Morgado, 2021),
constatando-se assim que a proporção encontrada para a participação feminina no nosso estudo
foi inferior à representatividade indicada a nível nacional para este género.
Comparando a composição da amostra com as utilizadas noutros estudos realizados no pádel, con-
cretamente em Espanha, observamos que estas revelam uma participação feminina que se situa
entre os 42% e os 44% (Cayetano et al., 2020; Courel-Ibáñez et al., 2018; Lasaga-Rodríguez, 2011;
Sánchez-Alcaraz et al., 2018), indicando assim uma representatividade feminina superior à estimada
para a proporção por género em Espanha, que indica que o género feminino representava aproxi-
madamente 29% dos praticantes de pádel do país (Courel-Ibáñez et al., 2017).
A média de idade apresentada pela amostra em estudo foi de 38,4 ±10,3 anos, valor que se asse-
melha ao obtido para a amostra de outra investigação sobre padel realizada em Portugal, que en-
controu na sua amostra uma média de idade igual a 37,3 ±9,4 anos (Parraça et al., 2021). Além disso,
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[ 58 ]
verificou-se que 66,6% dos praticantes têm entre 30 e 49 anos, o que está em linha com resultados
obtidos em Espanha, que indica como mais representativa no país a faixa etária dos 35 aos 44 anos
(Courel-Ibáñez et al., 2017). Outros estudos corroboram a predominância desta faixa etária entre os
praticantes de padel, já que determinaram para as suas amostras uma maior representatividade do
intervalo etário dos 31 aos 45 anos (Lasaga-Rodríguez, 2011) e dos 31 aos 40 anos (Sánchez-Alcaraz
et al., 2018), encontrando-se também médias de idade próximas à que se obteve no nosso estudo,
concretamente 34,6 ±10,1 anos (Courel-Ibáñez et al., 2018; Sánchez-Alcaraz et al., 2018) e 39,46
±11,60 (Cayetano et al., 2020).
Obteve-se também que a maioria dos praticantes da amostra apresentou habilitações académicas
ao nível do ensino superior, já que 73,6% possuíam licenciatura, pós-graduação, mestrado ou dou-
toramento. Contudo, não é possível estabelecer nenhum referencial comparativo, uma vez que não
se encontraram outros dados sobre as habilitações académicas dos praticantes de Padel.
Sobre as características da prática desenvolvida, mais concretamente no que concerne à antiguida-
de na prática da modalidade, os resultados indicaram que a maioria dos praticantes apresentava
um tempo de prática entre 6 meses e 1 ano (28,2%), sendo esta categoria a mais representativa em
ambos os géneros. Este tempo de prática é inferior ao mais assinalado em dois estudos realizados
em Espanha, posto que um registou que a categoria mais assinalada indicava uma prática entre 1
e 2 anos, com 39% dos praticantes da sua amostra nesta categoria (Sánchez-Alcaraz et al., 2018),
enquanto o outro refere que 60% indicou uma prática superior a 2 anos, tanto para praticantes mas-
culinos como para femininos (Lasaga-Rodríguez, 2011). O menor tempo de prática que se registou
comparativamente a estes trabalhos, talvez derive do facto do padel ser ainda um deporto jovem
em Portugal, que recentemente vim revelando um considerável crescimento, levando a que a repre-
sentatividade de novos praticantes, neste desporto e na nossa amostra, seja elevada.
A tipologia de prática mais referida, ao ser assinalada por 60,2% dos praticantes, é a que inclui a
participação em aulas/treinos e cumulativamente em encontros/torneios, sendo esta categoria a
mais representativa nos dois géneros. Ainda que não se tenham encontrado estudos que aportem
informação direta sobre esta variável, um dos estudos consultados aponta, ainda que indiretamen-
te, esta prática como a mais frequente em ambos géneros, indicando nos seus resultados que mais
de 95% da sua amostra participava em encontros, que 68,1% tinha treinos e que 47,9% compete
numa equipa (Lasaga-Rodríguez, 2011).
Em relação aos resultados obtidos sobre a posse de licencia de praticante da FPP (jogadores fe-
derados), destacamos que 59% dos praticantes da amostra não são federados. Assim, no presente
estudo a posse de licença federativa caracterizou 41% do total de praticantes, valor que se aproxima
do obtido num estudo realizado em Espanha, junto da comunidade sevilhana, no qual se verificou
que os praticantes federados representavam 49,6% da amostra (Lasaga-Rodríguez, 2011). Tal como
no mencionado estudo, obteve-se para o género masculino uma percentagem mais alta dos que
indicam não ser federados, enquanto no género feminino passa-se o inverso.
Contudo, a percentagem de praticantes federados no nosso estudo representa um valor muito su-
perior à proporção indicada pela FPP para a relação entre praticantes sociais e federados, que apon-
ta para aproximadamente um federado por cada dez praticantes sociais (Morgado, 2021). Também
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[ 59 ]
se revela muito superior ao indicado para Espanha, onde os federados representavam aproximada-
mente 1,4% do total de praticantes (Courel-Ibáñez et al., 2017; Gómez-Chacón et al., 2018).
Quanto ao nível de jogo que apresentam, a categoria que apresentou uma maior frequência em
ambos géneros, foi a dos praticantes que se enquadram no nível intermedio (níveis 3 e 4) e, ainda
que não se tenham encontrado estudos que permitam inferir sobre a representatividade dos di-
ferentes níveis de jogo entre os praticantes, um dos estudos consultados durante a nossa revisão
também considera o nível de jogo como variável em estudo, verificando-se que, na amostra que
utilizou, a categoria de jogo intermédia também foi a que revelou maior representatividade (Sán-
chez-Alcaraz et al., 2018).
Para a variável frequência de prática, a categoria mais relevante, globalmente e por género, repre-
sentando 71,2% da amostra, foi a que indicava uma prática entre 1 e 3 vezes/semana, uma frequên-
cia que se enquadra com a obtida para a amostra de um dos estudos realizados sobre o padel em
Portugal, que indica principalmente uma prática semanal de 1 ou 2 vezes (Manteigas, 2021). Uma
frequência de prática similar foi obtida numa investigação levada a cabo em Espanha (Sánchez-Al-
caraz et al., 2018). Contudo, um outro estudo ao referir-se somente à prática de forma livre, encontra
uma maior representação (40,4%) entre aqueles que praticam padel 3 ou mais vezes por semana,
revelando, contudo, diferenças entre géneros, já que o género feminino assinala principalmente
uma frequência de 1 ou 2 vezes por semana (Lasaga-Rodríguez, 2011).
Para a variável volume semanal de prática, a categoria de resposta mais escolhida foi entre 2 e 4
horas semanais, recolhendo 34,1% das respostas. Este resultado surge em linha com o volume de
prática mais frequentemente indicado noutros estudos, que indicavam maioritariamente uma práti-
ca de pelo menos 2 horas semanais, ou um volume médio de prática de 2,3 h/semana (Cayetano et
al., 2020; Courel-Ibáñez et al., 2018; Sánchez-Alcaraz et al., 2018).
Com relação aos principais motivos para a prática apresentados, verifica-se que, para a generalida-
de da amostra, os que obtiveram pontuações médias mais altas foram os que se identificam com
os fatores motivacionais “Forma física”, depois “Desenvolvimento de competências” e, em terceiro
lugar “Prazer”. Os motivos de prática com pontuação média menor foram os que se associavam ao
fator “Estatuto”.
Atendendo ao género, verifica-se que os dois primeiros fatores indicados se mantêm como mais
relevantes e na mesma ordem de importância, mas o terceiro fator com pontuação média mais alta
no género masculino foi “Prazer”, enquanto para o feminino foi “Emoções”. Neste sentido, um dos
estudos que procurou conhecer os principais motivos para a prática do padel em Espanha, relacio-
nando-os com a idade, género e nível de jogo (Sánchez-Alcaraz et al., 2018), revela como motivos
mais valorizados “Disfrute, seguindo-se “Fitness” e depois “Competencia, enquanto que o menos
valorizado era “Apariencia social, o que apoia os resultados obtidos no nosso estudo, ao conside-
rar motivos similares como os mais relevantes, contudo, numa ordem de importância diferente. Os
autores do referido estudo indicam também que não se encontraram diferenças significativas entre
géneros.
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[ 60 ]
Também os resultados obtidos num estudo sobre os motivos de género para a prática do padel
(Courel-Ibáñez et al., 2018) indicavam, para ambos géneros, “Diversión” como principal fator de
motivação, independentemente da idade, tempo de prática, frequência de prática semanal ou nível
de jogo. Referiram ainda a obtenção de pontuações elevadas para “Aspecto social”, “Fitness/Salud”
e “Competencia. Encontraram também diferenças por género nos motivos mais importantes, em
função das variáveis sociodemográficas consideradas, salientando-se que, dentro do género femi-
nino, encontraram diferenças em todos dos parâmetros analisados. Dentro do género masculino
não verificaram diferenças significativas em nenhuma das variáveis sociodemográficas estudadas.
Estudos realizados em Portugal sobre os motivos de prática em diferentes desportos, geralmen-
te indicam como mais importantes os fatores “Forma física”, “Desenvolvimento de competências”,
“Competição”, “Prazer” e “Afiliação específica”, enquanto que o fator motivacional “Estatuto” foi o
que mais frequentemente obteve uma valorização mais baixa, salvaguardando-se que, em alguns
destes estudos, encontraram-se diferenças significativas na comparação entre géneros (Bento et al.,
2008; Carvalho et al., 2020; Casqueiro et al., 2015; Dâmaso et al., 2015; Dias et al., 2012; Januário
et al., 2012; Martins et al., 2019; Morgado et al., 2020).
Ainda que o padel se apresente como uma modalidade desportiva de implementação recente em
Portugal, o crescimento que tem vindo a demostrar nos últimos anos, expandindo-se por todo o
país e aumentando exponencialmente os praticantes de ambos géneros e de todas as idades, tor-
naram-no relevante no atual panorama desportivo português.
Pelas características que apresenta, o padel tem conseguido atrair muitas pessoas a experimentá-lo
e, atendendo ao crescimento verificado, a converterem-se em praticantes regulares. Este facto foi
relatado inclusive por pessoas que eram sedentárias até ao momento em tiveram a primeira ex-
periência na modalidade, o que indica que este desporto pode converter-se numa ferramenta útil
para incrementar os índices de prática desportiva das populações. Para além da sua contribuição
a este nível, pela dinâmica que apresenta, também promove um impacto positivo a nível social e
económico.
O perfil dos praticantes que resultou da amostra utilizada nesta investigação, indica que: são de na-
cionalidade portuguesa e distribuem-se por todo o território; são predominantemente masculinos,
representando o género feminino aproximadamente um em cada cinco praticantes; têm principal-
mente uma idade entre 30 e 49 anos; possuem maioritariamente habilitações académicas ao nível
do ensino superior (universitário ou pós-universitário); um tempo de prática entre 6 meses e 1 ano é
o mais frequente, existindo contudo uma representatividade considerável dos que iniciaram a prá-
tica há mais de 1 ano e há menos de 3; usualmente têm aulas/treinos e participam em competições
(formais e/ou informais); os que costumam competir optam principalmente por participar em 1 ou 2
tipos de torneios, elegendo principalmente os torneios sociais dos clubes para a prática competiti-
va; são essencialmente praticantes sociais (não federados) com um nível de jogo intermedio (níveis
3 e 4); demonstram uma frequência de prática que oscila entre 1 a 3 vezes por semana e um volume
semanal de prática que se situa entre as 2h e as 6h semanais.
Conclusões
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[ 61 ]
Os praticantes considerados nesta investigação indicaram como motivos mais valorizados para a
prática, os associados aos fatores “Forma física”, “Desenvolvimento de competências” e “Prazer, en-
quanto o fator motivacional considerado menos influente foi “Estatuto”. Os fatores indicados man-
têm-se como mais relevantes no género masculino e feminino.
Os indicadores apresentados aportam conhecimento acerca das características dos praticantes e
da sua prática, bem como dos motivos que os conduzem à mesma. Permitem fundamentar a inter-
venção dos treinadores nos processos de ensino-aprendizagem, de treino e de competição, com o
seu contributo para a adequação da planificação e gestão dos referidos processos.
Podem também auxiliar clubes e gestores desportivos na definição das atividades e dos serviços a
disponibilizar, já que contribuem para a adequação destes às necessidades, preferências e motivos
para a prática apresentados pelos praticantes, ajustando assim a oferta ao público-alvo.
Noutro nível, permitem ainda que os decisores institucionais estabeleçam bases para a tomada
de decisão na conceção de estratégias e ações de promoção e desenvolvimento do padel, pois
considera-se que são uma mais-valia para potenciar a sua efetividade, fomentando a participação,
contribuindo ainda para a gestão dos recursos disponíveis.
A todos os clubes, treinadores e praticantes de padel que colaboraram no estudo, à FPP e ao Des-
porto Escolar pela disponibilização de documentação essencial e a todos os que, de outras formas,
contribuíram para que esta investigação se concretizasse.
Os autores declaram não existirem conflitos de interesse.
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